REVALORIZANDO CENTROS HISTORICOS

Antigos e desenvolvidos

Em diversas cidades, a coincidência de uma longa história acumulada e de um processo de crescimento econômico gera conflitos cotidianos. Essa também é uma característica peculiar em Jundiaí, onde projetos localizados como Urbanismo Caminhável ou Ponte Torta e projetos mais amplos como o Plano Diretor Participativo (gerando mecanismos como a Zona de Reabilitação Central) são parte de um conjunto de dinâmicas voltadas para ambas as potencialidades.
O plano urbanístico específico dessa região central visa requalificar a dicotomia de vida diurna intensa e vida noturna esvaziada por tendências globais descentralizadoras desde o final do século XX. Entre as linhas principais, a potencialização do valor histórico e urbano do seu “espigão central” a partir de rotas pedestres ou compartilhadas.

Passos avançados

A arquiteta e urbanista Daniela da Camara orientou passos desse processo entre 2013 e 2016 como a preservação da fachada de 1924 da Fratellanza Italiana (depois Casa de Saúde) e a reforma das praças Dom Pedro II, Antonio Frederico Ozanam e São Bento. Também a reforma do prédio do antigo Centro de Saúde na praça dos Andradas, o início da reforma do antigo Mercado Municipal (Centro das Artes) e, ainda, o mobiliário nas praças e dois “parklets” experimentais nas ruas centrais.

Degraus e rampas

Em outro ponto, a reforma da Esplanada Monte Castelo (Escadão), das décadas de 1920 e 1940, criou ao lado dos 120 degraus uma solução de rampas para atualizar a acessibilidade. Autoguiado, concentra serviços culturais e educacionais históricos.

Horizonte

Os projetos elaborados sobre o Centro Histórico visam conexões arborizadas entre praças e áreas verdes, ruas compartilhadas entre pedestres, ciclistas e veículos de baixa velocidade, parque urbano e áreas de estímulo a restaurantes e espaços noturnos. E os bônus criados no Plano Diretor a empreendimentos amigáveis aos pedestres e ao ambiente urbano pode levar essa dinâmica para a iniciativa privada.